Todas as coisas vivas já nascem com o seu fim preso ao princípio
Até os objetos têm um fim. Mesmo a matéria mais dura se gasta e se depura
Com fim vem o amor já findado. Confinamos o ser à exclusiva morada do amor e acabamos confinados à nossa própria substância
E nesse confinamento damos por nós sós, tão terrivelmente sós, que não suportamos o fim, seja do que for, até da efémera ilusão que usamos
Com fim à vista, a própria vida nos confina ao quarto da solidão - sofremos pela precaridade do amor
Estamos todos confinados à mesma verdade, num quarto separado, onde gastamos as mãos porque definham sem amor
Quando este podia muito bem ser forte e valente, livre e nunca confinado
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