Sou sempre a última a fechar a fila
Em breve serei a última na fila do pão,
o leite faltará nos meus seios tardiamente
Serei a última com a raiva entre dentes
Quando me vir no fim de todas as filas
Não me importo de ser a última com o peso do amor numa cidade deserta, num mundo deserto, donde o teu nome tiver sido banido
Não sou a última na refração da tal montra
nem a vidraça terá sido a última que se quebrou
Ficarei só eu na libação íntima do amor
com o último farrapo de emoção e uma tão doce, oh, sempre tão doce morte,
por ser a última na fila do pão
mas a primeira, sempre, na fila do amor
não serás o último a esfarrapar o amor
mas serás talvez quem fez de mim o derradeiro farrapo
não desisto do amor, mas estarei tão no fim da fila que não terás de me levar
qualquer migalha de pão
com o último farrapo de emoção e uma tão doce, oh, sempre tão doce morte,
por ser a última na fila do pão
mas a primeira, sempre, na fila do amor
não serás o último a esfarrapar o amor
mas serás talvez quem fez de mim o derradeiro farrapo
não desisto do amor, mas estarei tão no fim da fila que não terás de me levar
qualquer migalha de pão
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