7.6.20

Intermitências


a vida e a morte acasalam num dado ponto do infinito

cada ser recebe a dor ou a emoção conforme recebe o amor ou a deceção

não esperar que a vida valha mais do que o tempo de ser flor;

endurecer o caule, explanar o corpo da raíz;

amar o amor e amar o que o amor diz

assim qualquer vento que vier ventila a folha mas deixa a flor

venha a vida, venha a morte ou venha o amor o Ser tem a sua própria intermitência - entre o crer e o descrer


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Novas venham

Novas venham virar os ventos, com envergadura e verve, com suavidade ou febre, que venham Bóreas e seus irmãos, Zéfiro e Noto, Suão ou Este,...

Mensagens populares neste blogue