Novas venham virar os ventos, com envergadura e verve, com suavidade ou febre, que venham Bóreas e seus irmãos, Zéfiro e Noto, Suão ou Este, que eu ninfa já não sou, mas mulher por certo, que venha o sopro cálido da tua boca, para mim que me vejo inerte
Novas venham virar o tédio, o nada seco do deserto, e que sejas tu, a quem me entrego, que seja a tua voz por perto e que eu a ouça, na ponta azul de qualquer verso
Novas venham abrir as portas e que eu viva, entreaberta, a alegria de seres tu, atrás de qualquer face incerta
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