voltamos às rosas, esqueçamos os picos,
deixemos as silvas à solta e os espinhos
presos no que já cresceu
tenho esta espinha dorsal
de rara vulnerabilidade
aos picos do amor
tenho estas folhas perversas que se estendem
longe demais penduradas na chuva, abertas
à chuva, com dor na garganta e a chuva não vem
não sei onde colhi a semente do teu rosto
que antes de o ver o conheci
e como uma maderessiva faz com o loureiro
claramente me prendi - cresci no teu rosto,
exultei no teu corpo e no teu nome
e agora não sei como cheguei aqui.
tantas silvas nos prendem,
tanto nos jardinamos e tanto mato a preencher
não sei se as rosas caem a sorrir
mas às vezes elas pingam matéria subliminar
coisas assim como a dor dos montes
exultando a voz distante do mar
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