Quando a morte nos vem à boca, qualquer tipo de chão nos chama a si.
Eu comecei a cair muito cedo. Caía das alturas magníficas dos meus secretos paraísos. Às vezes empurravam-me.
Não me lembro de sair acompanhada.
Sempre fui o pássaro trôpego que atiram para fora do ninho.
Fui persistente. Subia para as alturas como uma cobra enroscada a um tronco.
Agora ganhei medo de subir. O amor que matam dentro de nós tem a mão da morte.
Morrer é deixar de ser especial para alguém. Como perder todas as jóias que enfeitam o coração e ganhar urtigas secas e cardos do deserto.
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