Ser a água que escorre do teu corpo,
percorrer os teus gestos
e percorrer o teu rosto
Ser a noite no teu peito e adormecer almofadada
Venham rajadas obscuras, vento vadio, a noite exacerbada
Venha a música de veludo, venha o verbo acetinado
Busco sensações e felinas apoteoses,
mordo o sangue que palpita na palavra
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