30.8.20

Narrativa dos confins da madrugada

É determinante medir o grau de determinação da rosa que vai nascer

É inevitável determinar a amplidão da casa onde narramos o amor

Saber o que cabe, o que não pode ser. E eu armo a parábola

Por certo, os poemas mentais pisam as rosas plantadas

Liberto-me,
flor e almofada

E beijo-te longamente, nesta narrativa
dos confins da madrugada

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