Fecho a casa devagarinho,
como quem fecha, com pena, o mundo que teve.
Não sei o que aconteceu. Não me faço de valente. Deixo lágrimas no canteiro que secarão as flores que houve.
Foi um duro golpe. Que pena acabarmos assim. Sempre fui só eu, no amor. Agora percebo. Não lamento.
Aqui fui feliz, modestamente, gloriosamente feliz, a doar o amor e o pólen do jardim.
Mas agora tenho de ir. Fecharei a porta. Partimos os dois. Secará tudo no anonimato da dor, que essa, não deve ser pública.
Minhas pobres flores do canteiro...
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