15.8.20

Poema de sal

Apenas feito já se desvanesse.

O sal empilhado forma uma pequena montanha de palavras.

Mas a água que vem aos olhos do poeta basta para abater o sal do poema.

Disse e desapareceu. Não importa se ninguém o leu.

O ato de escrita, às vezes, é apenas um momento de alegria e de felicidade, um gesto mecânico do corpo, um sopro íntimo soprado para dentro.

Mas este texto, que é de sal, ainda não derreteu.

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