e de todos os deíticos: não falo de mim, para ninguém, não sou eu, não há um tu, nem nós e nem vocês.
Não pertenço a nenhuma lugar, onde os figos me nascem nos sovacos e os socalcos sejam rugas grotescas no meu corpo.
Não habito tempo algum. Não sou moderna nem antiquada, cresci fora do tempo, porque por dentro sou uma jovem alma apaixonada.
Ninguém me tira o gosto de viver, porque não vivo, ninguém me desilude, porque já bebi todos os venenos até ao atear do silêncio.
Vou contar como tocam os sinos desta aldeia, a que sabe o rio, como subo à casa num caminho de uvas e de tanques.
Como gosto do recato de um rio onde só eu nado!
Como gosto de apagar todos os pronomes pessoais e ser livre como os gatos, ou os pardais!
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