15.8.20

Requiem

O Requiem de Mozart, (de quem mais poderia ser?), é a minha música da inquietação, um Miserere profundo que me compunge e oprime, mas que vai suavizando e libertando a alma, quando se aproxima do fim.

Ouço-o terapeuticamente, quando estou triste. Não sei porque estou triste. Tenho medo de ser demasiado intensa, mas não é isso que me entristece. É mais a angústia de que possa acontecer alguma coisa.

Fecho os olhos e vejo-me sempre num túnel debaixo de água que vai afunilando até se parecer invariavelmente com um oco.

Sempre que alguém quer quebrar os laços criados, fica-se mais perto da morte.

Não consigo deixar de ser intensa, perdão. Posso até apagar-me, rasgar as fotos e lembrar-te que és livre, sempre foste.




Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Temos pena

A existência quem disse que se dissolva todos os dias na mesma velha taça dos mesmos dias? Um qualquer existencialista privado do sonho, uma...

Mensagens populares neste blogue