22.9.20

A reconstrução da mente

Sonho o que mereço, diria eu ao combater a insónia que não me deixa sonhar nem com o que mereço nem com o que não mereço.

(Penso nos sonhos. Estarás acordado? Gostava de saber a cor e o perfume dos teus sonhos).

O sonho da noite é um muro que se racha e abre para a razão pura do dia.

Ela está lá, alterada, sepultada em pedras e rostos, casas destruídas, sempre muito parecidas, mas o sonho com o nosso sonho raramente passa a censura.

Sonho muito com o mar alteroso a entrar por uma casa, muito igual às outras com que sonho.

É sempre um lugar feito de vários anexos, alguns deles destruídos, mas pleno de portas que não abrem e de alçapões profundos. O mistério da casa leva-me a descobrir anexos ocultos, cuja única atração é uma sinapse de reconhecimento. Vagamente de bem-estar.

Sonho com o que mereço. O meu mundo é caótico, eu sou o meu próprio caos, e sinto que ainda não encontrei a tal casa, a chave de todos os mistérios. A casa que me ajuda a desconstruir a minha própria mente.


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