O tempo é uma categoria morta. Só existe dentro de nós e sem nós não há tempo. Os objetos acusam os sinais do tempo, mas esse é um tempo objetivo. O verdadeiro tempo é moldável, aparente e anda à velocidade que quisermos. Só não o podemos parar. Quem nasce já vem com o seu tempo. O uso que fizer dele aumenta-o ou encurta-o. Fazemos o tempo quando o aproveitamos conscientemente ou quando o esquecemos inconscientemente. Em qualquer dos casos ter tempo é um privilégio. Partilhar o tempo é enriquecer temporalmente. O tempo partilhado não tem duração. Pode durar o tempo de uma vida. Seja como for, sem tempo não vivemos, não partilhamos, não abraçamos as coisas simples da natureza. Sem tempo somos vítimas de um roubo imoral. O homem tem o seu tempo. Já adquiriu a passagem ao nascer.
Sinto que precisava de uma extensão de tempo não vivido
ou um corte no tempo já vencido.
Gostava de percorrer tempos, para te conhecer de novo em todas as idades e, assim, nesse ciclo de tempos ganhávamos a ilusão da imortalidade.
6.9.20
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