16.10.20

Em diferido

as minhas lentes incendiadas ao pôr-do-sol tenho estas lentes verdes transcendentes vejo-te nelas noutro pôr de sol diverso onde cabe o mar e o amor 

os óculos quebram-se como o mau-olhado, azeite e água contra o mundo, mas o que vejo é apenas o rumor do mundo

neste escudo meu cheio de escombros
a lente não capta tudo

onde será que os olhos são braços e quando é que o sol se porá no mesmo dia, sem lentes

se nos perdermos encontra-me na curva menor do pôr-do-sol do quadrante interior do deserto mais vasto do universo

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