Vinte anos de maus poemas valem uma serenata
E vinte anos de amor, quanto é que valem
Quanto vale uma noite de amor em rede, no balanço da palavra
Mil cartas apegadas com borrões de tinta, quanto importam
Palavras cegas atiradas ao oceano que te traz e leva, onde pousaram nuas sobre as ervas
Quantas cartas são necessárias para se festejar a chegada, sem apressar a partida
Ah, e o corpo, em quantas partes se reparte para te atear o coração
Diz-me do merecimento desta água pura que me bebes. Indiferença no mais absoluto rubor?
Estremecimento e dor de te ver sem te poder olhar, de te soprar amor à revelia do mundo
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio