17.10.20

Uma só vez na vida

sim, a minha mão como o pormontório que ocupa todo o desejo da flor à fala

a noite vestal presa à pele no ponto fulcral das madrugadas a fechá-la

ininterruptamente tocada pelos deuses
a tua boca em mim, uma só vez numa vida

sim, há segundos, minutos, horas, noites, suavemente pendentes

uma só vez numa vida o meu e o teu ventre





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