O tempo das palavras não cabe no nosso tempo. É breve como a alvorada.
Choco contigo numa vírgula que é afinal um ponto alto e a onda cresce, eu raso a água, entrego ao vento a maré vazia do meu corpo.
nesta areia, abraço-te em reticências delicadas e, quando a subtilidade da voz se enche de sal, tanto sal, tu cais no silêncio.
Fica. Até o tempo das palavras nos alimenta.
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