toda a substância amordaçada se prende nas arrojadas silvas sem sair, enquanto olhamos para a noite dos tempos idos, todos os cristais pisados pelos pés, todas as distâncias aproximadas e verificamos que somos aqueles que olham para as coisas que não devem ser olhadas, como fixar a morte de frente, enfrentar o escuro eixo da paixão, olhar para os olhos amados, todas as fugas que submergem à exaustão, rasgam os pés nos cristais da noite obscura e ficamos a saber que é assim que se resiste, afastando as donosas silvas para abrir e deixar sair o fogo da paixão, uma das maravilhas da morte, lira do impossível, queimada de verão - onde vamos nós apaziguar o destino se toda a proximidade é em vão?
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