29.11.20

Chamada

Chamo-te meu amor, enquanto te estreito delicadamente, contra todas as expectativas de o continuares ainda a ser

Mesmo que não me queiras, não podes impedir-me de te considerar o meu amor

Nem de te esperar presente, quando a estrela toca o mundo e nós desembocamos nos lábios do outro

Chamo-te meu amor e o sol põe-se no quarto, no canto mais curto do meu coração

Chamo-te a mim, à pousada paz da minha mão, à febre inesperada do meu corpo

Chamo o teu olhar cativo e beijo delicadamente a tua tristeza para te beber o riso que vier

Chamo-te e não sei se me fala a tua voz se esta oratória do prazer












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