14.11.20

Em poesia

em poesia eu posso fazer tudo, fazer regredir a chuva, evaporar o vento, mentir a luz, mentir o momento

pesar o coração em pequenas gramas numa balança sensível ao amor, medir o amor no equilíbrio da dúvida 

diluir a dúvida em ácido sulfúrico, inverter a razão na autopsia das emoções, aniquilar a ilusão, destilar algum fel no rebordo do copo, mas limpar tudo com um florim de prata

inserto no alvo do corpo

(é em poesia que nós dizemos tudo)


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