estes dias são mantas que nos abafam, vivemos dentro, olhamos dentro, acabamos por mergulhar dentro de um torpor infame, acabamos por dormir, acabamos por acordar, acabamos por sonhar e quando voltarmos estamos com um colossal peso na testa
estes dias são mantas pesadas que nos afundam, meu amor, muda-me tudo, meu amor muda este mundo, se puderes desenha um mundo com um jardim das delícias, um lago de espelhos, profundo, com cisnes brancos e puros
desenha um canto de aves, louro e louco, povoa de árvores amarelas e frutos roxos o canto do amor, onde as borboletas nos pousem, nos cabelos e nós ombros, pinta-me qualquer coisa irremediavelmente bela para eu morrer de amor na penosa tela
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