18.11.20

Podemos sonhar?

Eis que o dia me desagua na noite como água transpirada 

Sem oxigénio, às vezes a noite pode ser a continuação do dia mas eu recuso-me

Há realidade a mais nos meus dias, muita escrita inútil, demasiada palavra laboriosa e seca

Prefiro ler e escrever no teu olhar. 

Olhos nos olhos, o círculo do silêncio, amor, aberto à flora e flor da pele

Sonho e sabor, uma sebe agudamente alta. Podemos sonhar?

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