9.11.20

Sementes de amor

Deixarei aquietar a terra adubada, o ramo verde que caiu, deixarei a infiltração da água lavar o que passou.

Deixarei ficar quieta a terra que caiu, jamais removeremos o selo da luz, deixa-a ficar, terra boa, de negro húmus, onde as sementes dão belos frutos, não somos os mesmos, não voltaremos a ser os mesmos, somos outros, nunca estranhos, somente somos o que somos.

Eu gosto do outro que tu és. Deitas à terra as mais belas sementes de amor. E eu colho-as delicadamente para me semear nos teus dias.




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