A idade é um percalço programado. Nas pedras é musgo e pó. No corpo é uma delicadeza de cetim amarrotado. Nesse pano acetinado a idade não se vê. Um corpo não envelhece, apenas se curva sobre si. As asas que passam sobre o corpo deixam leves frémitos de prazer, como se o cérebro, dos seus sinais exteriores, não recebesse a idade do corpo, nem conhecesse a idade do prazer.
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