26.12.20

Tempestade

A tempestade veio devagar até se instalar no sono como real e anormalmente intensa. Acordei para o arrasto do vento, qual veleiro desnorteado no ar.  O desarranjo da natureza é assustador. E o frio acaba por se pegar ao coração como musgo coberto de geada. Numa noite assim, ninguém pode sentir segurança. Passo a noite sentada a vigiar o vento e a chuva derramada. Não sinto o coração vazio só sinto esta animalidade na alma. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

A emoção

A emoção abriu a porta, entrou e ficou brevemente atenta.  Uma sala sóbria e nela apenas uma cadeira e um homem. Compunham momentos idos num...

Mensagens populares neste blogue