31.1.21

Ando perpendicular a todas as ruas desequilibradamente segura dos meus passos. De mãos no coração, ainda o revolvo com paixão bastante. Por ti.
Suave, suavemente dobro a esquina do teu rosto e o teu olhar não se abre, as tuas mãos não devolvem o meigo acento dos meus, é tarde como sabes, contraímos a distância e selámos nos lábios a palavra. É tarde, não digas nada, sou eu a cerzir o passado com os mais leves pontos. Como se ainda tivéssemos mais uma alvorada.

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