3.3.21

A felicidade

Era uma vez um homem que se sentiu tão subitamente feliz que se esqueceu de irrigar a sua horta, de regar as suas flores, de alimentar a sua criação.

A felicidade pode ser tão súbita que os homens não estão prontos para ela. É preciso saber aceitar a felicidade e casá-la com o escuro, com a terra, com a rotina e com o medo. 

A felicidade é um estado perigoso, dizem alguns desgraçados de hoje. Pode desarmar guerreiros e tiranos, embriagar ascetas e fazer cair impérios.

Eu apenas adormeci feliz, levada pelo meu anjo sedutor. 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Fúria dos deuses

Não digas nada. Escuta como é feroz este som da tempestade. Não perturbes o vendaval com o teu medo. Deixa-o largar a sua fúria até morrer. ...

Mensagens populares neste blogue