30.4.21

Nunca vieste ao centro da terra, à erva fulva e quente, a esse tapete de água que nunca mente

Nunca fiaste a pele seca da serpente, nunca vieste à maçã da árvore, a única inocente

Sempre bebeste o orvalho pelas mãos e mais fizeste orvalhar quem se prendeu nas hastes dos teus ramos, não sentes?

Pessoas como nós são tristes galhos numa floresta de gente e de enganos, queremos o que não queremos

E, às vezes, só damos o que não damos


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Assersões

Uma onda é a resposta a outra, como um eco é a resposta a outro A atração, dois ecos que se encontram e se unem no mesmo som E o amor? Ah, o...

Mensagens populares neste blogue