1.5.21

Girândola

O vento a gira e gera movimento de metal ao sol, iridiscente.

Por vezes pára e recrudesce sempre  faiscante, lançando longe o fumo ao vento

E gira e geme a girândola, descontente.

Que volúveis as voltas que recomeçam e eternizam o rodopio

Voluptuosa fuga entre as frestas, o vento volúvel investe e a girândola roda

Eu sou essa roda e tu, que me insuflas o vazio, vens dar-me noite à boca, num rodopio e, na volúpia da dança, sobe ao corpo o arrepio


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Sermos vistos

O sonho mais sonhado de sempre, o encontro. O início, a fonte. {E nós já o sonhámos juntos e, por vezes, éramos apenas caminhantes de bolsos...

Mensagens populares neste blogue