De todas as coisas que vejo, a mais bela de todas guardo-a para ti. Quando não tenho nada para te dar, porque nada de merecedor vi, então, dou-te o meu silêncio e encosto-me amorosamente ao que resta de nós. Como sempre, entre as coisas que vejo e não vejo, projeto-me na imagem que tenho de ti, sendo o Ser sempre o eco de si mesmo. Superiormente, roda no meu âmago mais terno o sublime som, também ele um eco. Dos outros temos sempre o eco, a redundância, nunca a pessoa.
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