6.4.21

Serenamente

Serenamente, amor, nos prédios submissos, a névoa rasa a asa da borboleta menina 🦋

Serenamente, as vagas explodem nas medinas, onde a seca esmaga o coro das vozes recolhidas

Serenamente, as ribeiras calam sua sede e fica o solo fino, como o colo de mulher possuída

Serenamente, amor, os homens criam monstros e matam meninos com febres de terebentina

Serenamente, os dias passam velozmente, enquanto a morte vem e se aninha

Serenamente, amor, a vida dá as mãos sem pressa de viver mais vidas, serenas tardes sejam agora leves e vividas

Porque é serenamente que nos entregamos em vagas de amor que valem pelo tempo das escrituras antigas

Será verdade que a doce tentação das margaridas adoça as nossas tardes, resgata as nossas vidas?




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