3.5.21

Liberdade

Aproxima-te. Eu sou a Primavera do meu tempo. Chega-te à membrana das coisas que produzem vida. Eu e tu juntos, o estio, o esteio certo que desfia as mais belas teias de amor. Aproxima-te, sente a Primavera do teu corpo no fio fino da paixão. O sol coalha o mel e os corpos crescem de efusão, é tempo de a flora arder à sombra do nosso adeus. 

Aproxima-te. Adiado, o coração irrompe como a erva que ninguém semeou. Porque o amor é plantado entre as coxas, entre os lábios, na cova úbere da boca. 

Aproxima-te. Não fiques a ver fechar-se o nosso tempo, agora que abri a porta e tenho em mim todas as estações e todos os momentos.


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