14.6.21

Preciso de ar e de pulmões, de horas mansas no recobro da dor.

É fácil renascer quando somos nós que ficamos. É fácil esquecer quando somos nós que esquecemos.

Preciso de suavidade nos meus dias, floras astrais penduradas do céu

Preciso de uma dose forte de irrealidade onde apague os pensamentos, onde possa semear pérolas nos dentes e flores na fronte.

Mas nunca mais serei eu a sementeira


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

A trovoada

Já há várias noites em que o céu ruge em explosões de energia contida. Trovoadas espanholas, secas, daquelas que nos inquietam e nos prolong...

Mensagens populares neste blogue