Agora o mundo ainda me confunde como um lugar onde tudo é concebível mas a vida das pessoas deixou de me intrigar. Planas, previsíveis atrás de vitrines públicas, são vidas animadas pela obsessão da partilha. A esfera do privado, o tal enigma da minha infância, esbate-se e todos somos transparentes, impudicamente visíveis aos olhos do mundo e das altas torres das multinacionais.
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