16.9.21

Começo a bordejar o poema onde me deito. Passajo o leito com pontos cegos, botões de amor nos lábios presos, prendo o meu peito num laço louco e sabe a pouco o teu ardor. Quando me afundo na laje nua, meu corpo é lua, água madura, teus lábios sonhos, matéria pura, lava e fervura, chuva serena e o lume é leme na caravela que abraça a ria e a ria dura.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Fúria dos deuses

Não digas nada. Escuta como é feroz este som da tempestade. Não perturbes o vendaval com o teu medo. Deixa-o largar a sua fúria até morrer. ...

Mensagens populares neste blogue