20.1.22

Sem chão

Dançava com a madrugada nas penas de levíssimos passos, dançava com o nevoeiro e a capa fresca do orvalho

Então não sabia que a dança havia de pesar como o triste fardo que sobrou da sementeira

Pediu que lhe cortassem as penas, cortaram-lhe os braços, pediu que lhe cortassem o peso, cortaram-lhe o passo

Agora pede à chuva que venha dançar-lhe dentro e pede ao amado a corda mais fina do abraço

Na sua saia, a fibra suavíssima do amor

Dançará, se a teia tremer e a  mão se armar, mas o chão chegará?

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