24.2.22

O fumo da viagem

E depois, ouve, não vás sozinho à vida

Leva contigo o fumo da viagem

Uma manta, uma corda, um poema para tecer as madrugadas

E depois, ouve, não sigas o passado pela orla inclinada

Aplana o que foi, pode dar-se o caso de perderes o rumo das rosas que querias

Mas o melhor, mesmo, é não partires sozinho para a vida

Leva contigo o fumo do presente - semeia a emoção até nascer a espiga


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