19.7.22

Deixem-me ser

Deixem-me ser carnal,  carente, lúbrica, imoral.

Deixem-se ser um dia só a insidiosa serpente reduzida a pó

Ser veneno e antídoto, ser fera e animal que fere e prende

A enganadora, embusteira, a vil criatura de ímpios desejos, as coxas libertas, os sôfregos beijos

Não reparem nas valsas do ventre, nem em nada que faça para o homem que me tente

Apenas, deixem-me ser real e irreverente e não me tentem com estados de alma, pois os que busco são os do corpo, de onde vem a fúria e a calma


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