25.10.22

Tálamo

Um dia comemos juntos uma fatia da manhã e ficamos a mordiscar lúbricas palavras, um colar de murmúrios direitinho  à Lua, os dedos a entardecer na pele, tudo a pique, como a morte, tudo a subir como a vida, um dia ficamos nesse tálamo maior à espera que tudo o que esperamos venha. 

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