8.9.23

Em busca da inocência

A noite é o pesadelo dos pobres, a carga da existência adulta, pejada de variáveis incertas. Com que sonhamos?

Eu ontem fui de medo em medo, com o frio às costas, entre rostos sem rosto, febre e fumo, fadiga e exaltação.

Sonhos brancos, lírios de inocência, coisas que antes sonhei, onde estarão?

Sonham flores e odores a criança, o garoto, o ser apaixonado, as sereias e tágides que houver. 

Mas nós, espíritos errantes, filhos da solidão, onde buscaremos a essência dos sonhos brancos de então?


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixa aqui um lírio

Recentemente...

Aves

As aves são breves, abundantes, felizes Alastram a sua beleza real por covas, desertos e alturas Eu já fui ave. Sei que sim, porque as minha...

Mensagens populares neste blogue