Ouvindo a chuva no telhado, palpando bem a solidão, pergunto-me: se não fosse esta trovoada seca que aí vem, se não sentisse inusitados medos, sentiria esta falta profunda dos teus dedos? A tua mão, se me tocasse, quantas cordas tocaria? Dá que pensar o desvario de regressar uma e outra vez ao teu amor, como se existisse. Este medo primitivo de não haver nada mais além de mim, ninguém mais além de ti.
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