Pronto. Agora já sabes. As palavras são sombras do que foram. É uma pena desafiá-las na sua pujança ou miséria de águas.
Também eu desapareço nelas. Lamentavelmente líquida, a minha vida corre mais do que eu. Queria ficar na antecâmara de qualquer facto.
O mundo mente. Tu mentes e eu já só vejo a matéria viva do tempo. É o crime do século. Desprezar a conotação, o lirismo, as rendas literárias e ser denotativamente banal.
Não desperdizes lume no teu apego ao ideal. O deslize superficial da foca. Isso sim, é material literário.
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