queria que soubesses que te pressinto, mas não te sonho, que te busco, mas não sei onde te encontro, ou sob que palavras te escondes, nem sequer por que te escondes. sei apenas que as letras se espalharam sem voz, sem rosto, sem a inflexão única do teu dizer. o mundo desmaiou lentamente para mim. enclausuro-me no centro dos meus olhos e elejo o quarto como refúgio. vivo um presente estranho, como se após um vendaval viesse uma zona de calma profunda e tudo que respirasse não fosse ar, mas silêncio. vivo submersa, falo submersa, afloro os dias sem os tocar. e é assim que caminho para uma dissolução de mim mesma, lugar onde antevejo o vazio de não saber de ti.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Persianas
Hoje fechei todas as persianas da casa, para encerrar cá dentro a minha solidão. Não me incomoda o calor intenso, incomodam-me outras coisa...
Mensagens populares neste blogue
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
-
Nos teus olhos o brilho que nunca vi nos meus. Imagino que foi tudo um sonho longo que só sonhei eu E lanço-te ao rio numa folha forte na j...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio