a polpa dos olhos
cansada e ferida
de luz e trabalhos
os lábios distensos
num sorriso plácido
é assim que a noite
e o teu olhar me ganhariam
se um dos dois pudesse galgar o tempo
e o outro anulá-lo
confusa e confundida
de ti em redor do mistério inacabado
reclino-me em teus versos
com a respiração submersa
na pele que usas
soberba
16.3.11
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