16.3.11

se eu disser amo-te
que pedra rasgará o céu
deitando luz
que serpentes cruzarão
os mares frios do sul
quando a noite se fechar
e ficares só com a palavra
na boca
tão fria e ardente
uma apóstrofe
a vaguear na língua (Ó, meu amor)
e a escada abrupta para o fim
da estação, (meu amor)
que encostas desceremos juntos
quando a frase te esmorecer
na garganta, como areia presa
que no cérebro deixa uma mancha
um sorriso, águia débil
que se levanta e voa perto
mas
 isso não me impede
de te repetir,
amo-te de poesia emocionada nos dedos
amo-te de incompreensão e degredo
amo-te porque sabes como eu
o lugar onde desagua tudo o que tememos
e acolhes a teu lado o meu corpo
quando sonha o que não sabe nem viveu

amar o que sobra do silêncio
é tudo o que sabemos

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