podes vir mais vezes venerar comigo a lua
comer a maçã do luar todas as madrugadas
podes vir pelas fragas do meu coração
ou pelas dunas e chegar não anunciado
pelas aves nocturnas
poderás ser qualquer um: não precisarás anunciar-te,
eu ver-te-ei em todos os passos precedentes
e todos os que se me avançarem pelo lado
estátuas tuas erguerei nos lugares de espera
um perfil de água e ternos ramos de hera
serás, de tronco erguido e poderoso,
sempre o desejado, o que se foi pelas brumas,
num barco frágil em águas feras
mas a ilha guarda-te no seu flanco
a memória e o pranto, a voz divina
e sempre acolhe a sombra e a brisa sibilina
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