está tanto sol derramado pelo céu
sombras angulares se projectam sobre os prédios
e a verdura dos jardins parece uma fatia
de um quadro de Renoir ou de Monet
amparo o sol na minha janela
deixo-o cobrir-me inteiramente
olhos, braços, tronco e o vento
a vaguear-me nos cabelos
paisagens de espuma
escritas na memória
e as velas dos barcos longe
a beber sal e a consquistar vitórias
mistério azul das gaivotas
manta de luz presa às ondas
e laivos de Turner junto às rochas
tal é a encosta que descemos
de braços flutuantes
voltámos a ser crianças
de peito ao vento
juntos, após Novembro
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