a tarde amenamente rosada
o tempo a verter suavemente
os minutos e as palavras
fala-me agora
das altas chamas de fogo
vertidas pelas quebradas
das planuras que alisas
para doares o teu olhar
da força que imprimes no leme
e dos nós para cá chegares
da espuma que lavras nas nuvens
quando comigo sonhares
eu, agora que, branca,
ergo a claridade e o crepúsculo
ouço-te com a força dos meus músculos
fibra persistente em encontrar o teu olhar
agora que a noite nos visita
vestida de penumbra e ilusão
é tempo de a palavra se vestir
com lantejoulas de luar
e sonhos na palma da mão
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