dentro do tempo, há um nicho de tempo que contém um ninho com palavras dentro. no seio do ninho e das palavras mora o carinho e a constante vontade de te saber bem do outro lado da tua verdade. desculpa se não sou mais do que isto, se sou estranha e desadequada, temporal, cruzada de sulcos, como as pedras das correntes. e desculpa se apenas te posso apertar no meu afago. podes não ser quem eu pensava. mas és tu, não és? e depois, que pensava eu, afinal? que tinha um rosto, para uma verdade imensa? mas não tinha. o rosto, é o que tu agora és. mas a verdade continua igual.
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