dentro do tempo, há um nicho de tempo que contém um ninho com palavras dentro. no seio do ninho e das palavras mora o carinho e a constante vontade de te saber bem do outro lado da tua verdade. desculpa se não sou mais do que isto, se sou estranha e desadequada, temporal, cruzada de sulcos, como as pedras das correntes. e desculpa se apenas te posso apertar no meu afago. podes não ser quem eu pensava. mas és tu, não és? e depois, que pensava eu, afinal? que tinha um rosto, para uma verdade imensa? mas não tinha. o rosto, é o que tu agora és. mas a verdade continua igual.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Recentemente...
Pregão
Alimento a fome com pouca cousa. Basta-me ver o teu olhar, ouvir a tua voz e imaginar que a tua fala se projeta paralelamente ao meu ouvido,...
Mensagens populares neste blogue
-
Ele costuma escrever-lhe cartas riscadas como vinil, cartas sem nome, curtas e voláteis, mas ela lia claramente o som da voz, a saudade da...
-
Entre montanhas planeio voos e plano sobretudo o lugar da ilha A vida existe mesmo que a não queira. Mesmo que a chame e a submeta aos pés d...
-
Quando meto a marcha à ré, nunca sei se devo olhar para trás se para a frente. A medição das distâncias, muitas vezes, não depende dos olhos...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Deixa aqui um lírio